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    Blog da Paulinha



    Back to Black

    Amy Whinehouse morreu. Nossa, a maldição dos 27, nossa, coitada, nossa, ela estava sozinha, bla, bla, bla. O que ninguém comentou ainda é o que os parentes, amigos e fãs sentiram.

    Eles não sentiram nada. Sentiram muito ao saber o que ela fez consigo mesma.

    A morte da Amy com certeza foi trágica, tortuosa, triste e previsível. Ela sofreu, assim como o mundo sofreu ao saber de suas desventuras. Dizem que a curta Vida dela foi um desperdício.

    Mas uma vez, dizem errado.

    Amy não vai precisar de mais boatos, turnês e gravações exclusivas para ter prestígio. Sua música é imortalizada em apenas poucos anos de trabalho. Sempre saberão de Amy, o que foi um desperdício foram os anos em que ela gastou proporcionando dor a todos que gostavam dela, e principalmente, a ela mesma. Ela que se desperdiçou.

    O que resta agora lembrar, e, por ela, back to black. 

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    Escrito por Paula Akkari às 13h53
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    Amizade

    Mais um conto. Piscadela

    Amizade

    -Amiga, eu sempre estarei aqui te ajudando a superar essa fase difícil.

    -Promete?

    -Claro, amiga como eu não existe.

    Ana quase largou a faca.

    -Eu não consigo mais... Não chore, ver você chorar só aumenta meu sofrimento...

    -Eu te apoio em tudo Ana, menos nisso. Por favor, não me deixe aqui sem ninguém.

    Ana aproxima a faca do peito.

    -Você prometeu que seria minha amiga na saúde, na doença. Você me imita em tudo mesmo. E tenho que adimitir que gostaria que você fizesse isso primeiro, por mim, por favor...

    A amiga chora mas pega a sua faca.

    -Sim, eu prometi, uma amiga como eu é impossível de encontrar. Vamos juntas: 3, 2, 1!

    As facas penetram, o sangue escorre... Ana consegue ver sua amiga no chão, morta. Então, fecha os olhos, sem forças.

    A polícia chega e encontra Ana, a doente mental, no chão. Coloca a mulher na maca, ela consegue ouvir a conversa.

    -A única mulher daqui está gravemente ferida...

    Ana quase ri. Sabia que amiga como aquela não existia.

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    Escrito por Paula Akkari às 18h41
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    Compaixão

    Meu novo conto. Alegre

    Compaixão

    Ela estava com uma dor de garganta muito forte. Tomou mais que cinco comprimidos, mas não surtiu efeito. Muito pelo contrário, parece que a petulante dor estava sendo irradiada para os ouvidos.

    Ela já andava irritada pela casa. Muita febre, surgiram os primeiros rushes. Decidiu se consultar com o melhor médico da região, o dr. Google.

    Seus olhos de hipocondríaca se fixaram no terceiro resultado, o único que seu convencimento de ser especial demais para uma simples gripe compatia: Escarlatina, por Estreptococo.

    Lendo arduamente a página, descobre que é uma doença relativamente comum, e facilmente curável. Só precisaria consultar um médico de verdade, um daqueles monstros que sem piedade matam um ser vivo inofensivo, uma simples bactéria... Os estreptococos pareciam tão... Fofos... Parasitam por alimento, vivem em união... Como esses estreptococos são meigos! Que orgulho ter uma comunidade dentro de si, você está ajudando uma família a sobreviver!

    Ela, crente de que estava sofrendo um pouco por um bem maior, vai deitar. Oba, estreptococos!

    Sua noção de tempo estava alterada pelo insano desejo de prestar serviços a bactéria, então... Acabou morrendo de escarlatina, ali mesmo, sozinha, em seu quarto, sem fazer nenhuma diferença, nem aos parasitas.

    Se tivesse lido a página com menos parcialidade teria visto que se o hospedeiro morre o corpo estranho também.



    Escrito por Paula Akkari às 10h46
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    Pobre Música

    Eu estou muito tempo sem postar, estava em provas, e o computador lento não ajuda... Mas agora posso postar todos os dias. Alegre

    Hoje, meu primeiro dia de férias, começou com eu mexendo nas músicas do meu celular, até que eu escolho Natasha, do Capital Inicial:

    Levou na bolsa umas mentiras pra contar

    Deixou pra trás

    Os pais e o namorado

    Se ouvisse há qualquer semana antes de eu ter estudado como louca para a prova de português eu teria... Simplesmente ouvido. Mas não, a matéria insiste em ficar na minha cabeça.

    Levou na bolsa umas mentiras pra contar- Metáfora

     

    Pelo cominho garrafas e cigaros -Metonímia

    Sem amanhã

    Por diversão

    Roubava carros

    Então, percebo que posso estudar através de músicas de um jeito menos penoso. O problema é que estraguei a letra que eu gostava, não consigo mais ouvi-la sem prestar atenção nas suas figuras de linguagem.

    O mundo vai acabar -Hipérbole

    E ela só quer dançar, dançar

    Pobre música...

    Pneus de carros cantam -Personificação

    Tchuru Tchuru Tchuru

     



    Escrito por Paula Akkari às 15h18
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    Subscritou-se

    Mais um conto. Bem humorado

    Subscritou-se

    Ele apanhou o envelope, subscritou-se e fechou-se. Mais rápido que das outras vezes. Agora só esperar.

    Narciso acordou. Acordou inexpressivo, não sentia nada. Ainda com sono, caminhou até o banheiro e, como sempre, parou para olhar a foto de sua mãena parede. Sua falecida mãe é a única lembrança de sua infância. Uma lembrança distante, acompanhada de sensações fortes de pavor e dor.

    Mas Narciso não teve medo ao olhar a foto, imaginou que isso se deveu à noite mal dormida, afinal, sonâmbulos eventualmente acordam indispostos.

    Voltando ao quarto, ligou a televisão. Estava passando "O Suicídio do Rei", filme que nunca conseguiu assistir. Era livre, mas o clímax do rei na forca sempre o apavorava. Na realidade, tudo que envolve dor ou morte sempre apavorou-o.

    Algo lhe fez sair do transe de sua indiferença. Um envelope no chão. Não estava lá antes de adormecer. E ele, sonâmbulo, só realiza ações mecânicas. Escrever nunca fora uma ação constante.

    Ele, com um pouco de receio, pega o envelope e, para sua surpresa, havia uma carta endereçada a ele.

    Narciso, preciso verbalizar o que você sabe mas não lembra.  E você não pode continuar o que eles começaram. Infelizmente, você não terá as mesmas sensações e precisará agir com a razão. Atenciosamente, seu inconsciente.

    Narciso perecebeu que sabia. Sempre soube. As lembranças de seus parentes se suicidando passaram como um filme em sua mente.

    A corda! Pegou-a no armário e pensou.

    Finalmente consciente, hora de terminar o que começei.

    Colocou-a em seu pescoço e fechou os olhos.

    Quase ouviu o envelope rir, triunfante.

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    Escrito por Paula Akkari às 18h55
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    Amigos

    Meu novo conto. Bem humorado

    Amigos

    A adoradora de mangás estava sentada no canto da sala de aula. Ao reparar seu rosto vermelho e seus olhos brilhantes, sentei a seu lado:

    -O que aconteceu?

    -Briguei com o João no recreio...

    -Não se preocupe, amanhã agente vai falar com ele, tenho certeza que não foi nada de mais.

    -Ele é muito orgulhoso, não vai querer falar comigo nunca mais!

    -Claro que não...

    O professor entra na sala, logo volto ao meu lugar, chateada por ela. Todo dia, na hora da saída, João está na porta da nossa classe a esperando para ir ler mangás na livraria próxima da escola.

    Troca de professores.

    Quinta aula, a menina fica mais cabisbaixa.

    Sexta e última aula: pela primeira vez a vi chorar.

    O sinal bate, todos os nossos colegas juntam o material e correm incivilizadamente para porta. Em meio a multidão, consegui enxergar João com uma revista na mão, tentando abrir espaço para entrar na nossa sala.

    Não pude deixar de sorrir.



    Escrito por Paula Akkari às 13h21
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    Ausente

    Desculpe a minha falta de posts... Vou ficar mais um tempo sem computador, mas voltarei com novadades. Apaixonado



    Escrito por Paula Akkari às 16h06
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    Superficiais

    Durante toda a história houve diversos conflitos e guerras pelas diferenças, praticamente todas políticas. Há pouco tempo ocorreu a Guerra Fria, por exemplo, rotulada em CapitalismoXComunismo.

    Em todo lugar há algum comentário da eterna rivalidade dos EUA com os denominados "socialistas". Motivo? Divergência de valores.

    Não acredito mais nisso. Hoje, ouvi no rádio que apenas dois países não assinaram o contrato de Kioto. Que surpresa ao ver que eram os Estados Unidos e a China.

    China não pode diminuir nem 1% da produção, afinal, é comunista, e assim haveriam mais diferenças sociais. (Ironia)

    Estados Unidos comanda tudo, todos seriam altamente prejudicados até mesmo com 1% a menos de produção. (Ironia)

    Traduzindo: ambos rivais chegam a conclusão de que ser grande é bom. Não se destacar é ruim. Mesmo que seja preciso comprometer um acordo mundial, ser denominado egoísta, ter que confiscar terras ou exterminar todos os nativos.

    Me fez acreditar que o Socialismo, Capitalismo, entre outras políticas, são apenas máscaras.

    Talvez até as grandes potências sejam superficiais.



    Escrito por Paula Akkari às 19h30
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    Máscaras

    Amanhã é Carnaval. O Carnaval é uma festa que surgiu em 1641 na Europa, e até foi encorajada pela Igraja Católogica, e tinha a finalidade de agregar diferentes pessoas. 

    Sempre foi tradição usar fantasias nessa festa (coisa que nunca gostei, ha, ha). Inicialmente, na Idade Média, as máscaras de carnaval eram muito populares, mas havia uma razão.

    As máscaram escondiam a classe social do indivíduo, portanto todos se tornavam iguais, sem preconceitos, tornando "a pessoa interior mais visível".

    Pensando melhor, a classe social na Idade Média nunca deixou de ser uma máscara...



    Escrito por Paula Akkari às 20h44
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    Ingênuo

    Certas pessoas se deixam enganar. Acreditam em quase tudo, seja por inocência, ou até mesmo optam pelo que querem acreditar, por ser mais fácil.

    Acontece que nem todos as alegrias são felicidade. E que pode haver muito escondido atrás de um sorriso

    Acredita em qualquer pessoa que sorri para você?

    Surpresa.



    Escrito por Paula Akkari às 20h31
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    Alerta

    Hoje, mais uma vez, fiquei perturbada ao ver uma notícia: Um tiro recocheteou no celular de um homem, salvando sua Vida. O fato de seu celular estar em seu bolso o impediu de morrer. (O agressor provavelmente é sujeito a problemas psíquicos).

    Semana passada, prima atropela prima pois ela não aceitou ser sua amiga no facebook. (Supostamente problemas também).

    Sabia que um recém nascido morre por hora de abstinência pois seus pais são viciados?

    E já perdi a conta de quantos assassinatos e sequestros ocorreram porque o criminoso queria adquirir dinheiro para comprar drogas.

    Tudo isso sem contar os homens bêbados ou drogados que cometem atrocidades pois não estão conscientes de seus atos.

    E para diminuir o número de crimes cometidos por essas pessoas? Existem apenas 600 psiquiatras para crianças e adolecentes em todo Brasil.

    E a cada dia mais uma clínica de reabilitação é barrada pela polícia por não ser séria. Até mesmo os remédios antidepresivos vendidos em farmácias podem ser alucinógenos.

    Poderia passar o dia inteiro listando todos os absurdos relacionados a problemas pisiquiátricos e drogas.

    Poderia ficar revoltada todos os dias, apenas divulgando.

    Mas em vez disso, vou ser pisiquiatra e ajudar essas pessoas a se controlarem. Tenho certeza que muitos vão se tornar médicos e salvar as vítimas, que se tudo der certo serão poucas. Tenho certeza que muitos darão apoio as famílias que perderam filhos por irresponsabilidades...

    E você, o que vai fazer para mudar isso?     

     

     

     

     



    Escrito por Paula Akkari às 17h12
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    Erros

    Eles poderiam ser brilhantes.

    Agora não são conhecidos pelos grandes feitos...

    O que uma escolha errada faz, não?



    Escrito por Paula Akkari às 16h14
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    Anjos

    Foi uma metamorfose lenta... Tudo começou com as primeiras palavras perdidas. Depois, alguns movimentos simples um pouco instáveis...

    Aos poucos foi perdendo sua autonomia, marcha, um tanto do raciocínio, perdendo a força fisíca...

    Ela começou a parecer delicada. Delicada demais, um pouco tênue, frágil.

    E a transformação continuava, independente de quem estava a sua volta... A presença das outras pessoas se tornou constante. Não foram momentos tristes, e sim reconfortantes...

    Mas seus problemas se acentuavam, a preocupação crescia, e ela estava resistindo, resistindo, resistindo da maneira que podia. 

    Até que aconteceu.

    Ela estava livre!

    Finalmente leve o suficiente para voar com os outros anjos.

      Para você, vovó Geni Apaixonado



    Escrito por Paula Akkari às 10h32
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    Minha lista

    Neste começo de ano, cansada de notícias a respeito da Dilma, Amy Whinehouse, José Simão com "a louca", decidi ler o horóscopo. Nunca acreditei no horóscopo (com exeção de quando falam coisas boas, ha, ha), mas a coluna dedicada a sagitário estava curiosa. Disse que meu ano seria normal, ao menos se fizesse uma lista de metas.

    Eu particulamente gostei dos meus anos passados, os "normais", mas para não arriscar, fiz uma pequena lista de coisas que queria fazer, que posso melhorar esse ano, ou que me faltou coragem ano passado...

    Percebi que se conseguisse realizar tudo que coloquei no papel, meu ano não seria apenas normal.

    Seria parecido com os outros, porém um pouco mais especial.  Lembre-se "Não deixe a Vida no rascunho, pois pode não dar tempo de passar a limpo".

    E você, já fez sua lista? Bem humorado



    Escrito por Paula Akkari às 12h12
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    Para começar 2011 com muitos risos, indico as tirinhas de Jean, do livro "Vó".

    Vó é uma senhora amável, religiosa, um pouco implicante, e cheia de medos e angustias. O jeito dela de ver o mundo é engraçado: a maneira praticamente sagrada de tomar os remédios, a oração para benzer a água, seu apego ao passado e seus repentes seguidos por perda de memória.

    Vó é uma senhora especial. Mesmo com saudades de como era antes, gosta de sua vida rotineira, na qual transforma cada dia em uma pequena aventura.

    Não perca!

     



    Escrito por Paula Akkari às 11h17
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