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    Blog da Paulinha



    Compaixão

    Meu novo conto. Alegre

    Compaixão

    Ela estava com uma dor de garganta muito forte. Tomou mais que cinco comprimidos, mas não surtiu efeito. Muito pelo contrário, parece que a petulante dor estava sendo irradiada para os ouvidos.

    Ela já andava irritada pela casa. Muita febre, surgiram os primeiros rushes. Decidiu se consultar com o melhor médico da região, o dr. Google.

    Seus olhos de hipocondríaca se fixaram no terceiro resultado, o único que seu convencimento de ser especial demais para uma simples gripe compatia: Escarlatina, por Estreptococo.

    Lendo arduamente a página, descobre que é uma doença relativamente comum, e facilmente curável. Só precisaria consultar um médico de verdade, um daqueles monstros que sem piedade matam um ser vivo inofensivo, uma simples bactéria... Os estreptococos pareciam tão... Fofos... Parasitam por alimento, vivem em união... Como esses estreptococos são meigos! Que orgulho ter uma comunidade dentro de si, você está ajudando uma família a sobreviver!

    Ela, crente de que estava sofrendo um pouco por um bem maior, vai deitar. Oba, estreptococos!

    Sua noção de tempo estava alterada pelo insano desejo de prestar serviços a bactéria, então... Acabou morrendo de escarlatina, ali mesmo, sozinha, em seu quarto, sem fazer nenhuma diferença, nem aos parasitas.

    Se tivesse lido a página com menos parcialidade teria visto que se o hospedeiro morre o corpo estranho também.



    Escrito por Paula Akkari às 10h46
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